© Courtesy of the New York Transit Museum. Above: The main concourse at Grand Central Terminal, 1929. (via New York: Portrait of a City | PDN Photo of the Day)
(via kari-shma)
© Courtesy of the New York Transit Museum. Above: The main concourse at Grand Central Terminal, 1929. (via New York: Portrait of a City | PDN Photo of the Day)
(via kari-shma)
Você conseguiu.
Conseguiu mais uma vez.
Foi capaz de me revirar, bagunçar-me,
tirar aquele meu último sentimento,
aquele, que finjo não existir,
de dentro de mim.
Digo que não me arrependo,
mas momentos como esse
é impossível não me arrepender
daquilo que vivemos.
Vivemos, mas você já esqueceu.
Eu não.
Por que não sou capaz?
Imundo.
Por que ainda credito em ti?
Verme.
Por que simplesmente não me esqueço?
De tão belos lábios…
Ah, sentimento que nao me abandona.
Vais procurar outro para tirar o sono.
Só quero meu espaço livre novamente,
para amar apenas quem me ama.
Sofrer sim,
mas por realidade.
“Libertas quæ sera tamen”.
É apenas o que almejo.
(Source: foxwonderland)
Sem dor, sem choro, sem medo, sem raiva. Vai, seja uma morta viva.
Te repudio,
rejeito.
Renego.
Negas para mim que não me amou sequer um momento?
Quero que negues.
Fecho meus olhos,
meus ouvidos.
Vá embora.
Não me deixe ver teus olhos crescendo,
ouvir sua voz diminuindo
Doce mundo,
um cachorro lambeu seu açúcar.
Os ponteiros aceleraram.
Não foi preciso muito.
Nunca é preciso muito pra uma catástrofe,
apenas um alvo
Eis-me aqui.
A procura de motivos
do momento exato.
É tudo tão descartável pra você…
Pena eu não ser assim.
Pena eu não estar nesse nível,
nessa futilidade.
Você não tira a armadura nunca.
Então porque tirou a minha?
Como pôde!
Te odeio!
Sofra
Grite
Chore!
…chore
Oh, Deus!
Não permitas tal.
Perdão!
Guarde essas lágrimas.
Sei o quanto elas valem.
Deus…
Essa sua falta de fé,
toda essa presunção.
E esse maldito jogo,
que você insiste em jogar.
Como todo viciado,
diz que pára quando quiser.
Mas a verdade
é que você não vive sem ele,
não sobrevive.
E eu, feito criança,
feita criança por ti,
permaneço aqui,
te odiando,
te amando,
odiando
amando
ando
ando…
corro
fujo.
Amo tuas mãos
fortes
dos calos
desapegadas,
os poucos que tens
são da pressão do lápis.
Amo cada curva
seu contorno no meu caderno
mãos que escrevem o mundo
mas não o alcança
Mão que só vê segurança
na sua própria mão…
Solta.
Segura estas aqui.
São fracas, temerosas,
mas são suas.
Felice Varini’s Perspective art.